um café, por favor!

Confesso, faço questão sempre.  Sou apaixonada por um cafezinho. Há algum tempo gastei um bom quinhão em uma máquina de café da Nespresso, detalhe somos apenas dois em casa, meu marido, Léo, nunca foi seduzido pelo sabor da bebida, mesmo com minhas constantes investidas para colocá-lo no clube da maioria de 97% que bebe café no Brasil.
Fui atraída pela promessa de sabores e aromas excepcionais, graças ao método exclusivo de acondicionamento do café em cápsulas de alumínio. As cápsulas com os seus contornos reluzentes e uma paleta de cores fizeram meus olhos brilharem. Poderiam atender também pelo nome de porta-jóias, a final de contas abrigam uma gama de sabores e fragrâncias de grãos muito especiais. O preço remete as cifras investidas em preciosidades, não é convidativo, mas a sensação de poder tomar um bom espresso no conforto da sua casa não passa pela razão e sim pelos sentidos.
O resultado da combinação do sabor intenso e uma rica camada de creme fornece uma nuance capaz nos levar a lugares como ao sul de Minas, através do café Dulsão do Brasil ou até as águas de um lago em Sumatra, através do café Singatoba, colhido pelas mãos das mulheres Batak. Vale a pena cada xícara.
Por outro lado, fui surpreendida com um presente da minha irmã e do cunhado. Uma gentileza trazida de Tiradentes, um mini coador de pano. O café é preparado diretamente na xícara. Além do charme, o sabor nos leva aos tempos do café da vovó. Um cheiro de saudade invade a casa. Você é conquistado imediatamente. Não é por acaso que o coador de pano vem intitulado de Café com Flores,  é impossível não associar o cheirinho do café passado na hora à delicadeza das flores.
Impossível também, pelo menos para mim, é responder a questão que se apresenta aos apreciadores da bebida: café expresso versus café de coador.  Eu, entre expresso e coador de pano, fico com os dois. Cada um tem seu momento.
Uma coisa é clara, mesmo os que não gostam de café, como Antônio Prata, que declarou em uma crônica o seu desafeto pela bebida, dando razão aos seus acusadores que não entendem como ele não pode gostar de café, consegue percebe a importância da bebida: “…  vocês estão certos! que literatura pode surgir diante de uma lata de Coca-light? Que lirismo existe na imagem de um homem tomando H2O, às três da tarde de uma terça-feira, no balcão da padaria? Que Simone de Beauvoir ou Maria Schneider pendurará sua capa de chuva na cadeira e estenderá um sorriso molhado a um sujeito que bebe uma Fanta-Uva? Light, ainda por cima…”
Minhas letras são regadas ao sabor de um cafezinho expresso ou coado na xícara bem na minha frente, tenho que começar por algum lugar.

Apesar de não gostar de café, Prata parece boa gente e escreve de maneira impecável. Léo, sem dúvida é, e  faz fotos lindas. Confira em:

Antônio Prata

Léo Soares

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4 comentários sobre “um café, por favor!

  1. Adriana,
    Estou apaixonada por esse cantinho que mistura emoções com o prazer da boa mesa. Estou indicando o espaço para todos que acredito que tenhão sensibilidade para compreende-ló.
    Hoje me emocionei novamente com a galeria de fotos do Léo, acho que ele este te enganando, ele é fotografo profissional e nas horas vagas ele faz outra atividade.
    Amei as fotos e me surpreendi com o olhar tão sensível do seu maridão. Parabéns para vocês dois.

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